Ela não tem mais medo

Música pra ouvir ao ler esse texto: Sorry – Halsey


Parece que não foi dessa vez que as coisas deram certo pra ela. Suas tentativas de fazer com que tudo desse certo aparentemente não deram. Ao menos, era o que sua mente insistia em dizer. Sua mente borbulhava o que ela havia feito, o que ela havia deixado de fazer, o que ela imagina, deseja, sonhava. O que era presente e o que seria futuro.

Sua mente insistia em dizer que ela era a culpada. Que o erro tinha sido apenas dela. Que as brigas, as traições, os roubos tinham sido tudo culpa dela. Que a dor foi causada por sua insegurança. Mas naquele momento asfixiante ela não havia percebido que toda essa culpa que atingia o seu corpo e sua alma não passava de um momento de peregrinação.

Foi difícil, ela demorou entender, seu coração demorou a se acalmar. Seus pensamentos levaram meses para se tranquilizar… Mas quando, quando tudo realmente se renovou dentro dela. Quando todas as flores desabrocharam, a verdade veio à tona. Nada tinha sido culpa dela. Ela tinha feito de tudo para durar, ela tinha feito de tudo pra dar certo. Tinha feito de tudo pra receber algum sentimento de volta. Mas recebeu o oposto. Teve o seu “eu” drenado, escoado, retirado, ou qualquer outro sinônimo, nada tinha ficado ali. Nem sua própria essência. Tudo foi borrado, como a maquiagem que escorreu com as lagrimas daquela última noite. Mas agora, agora que sua alma encontrou a purificação que tanto ansiava, ela conseguiu entender. Ela entendeu que quando você se doa, não deve esperar nada em troca, mesmo subconsciente dizendo o contrário. Ela entendeu que pra uma história acontecer, florir e perdurar, é preciso reciprocidade. É preciso aquele olhar no olho e sentir realmente que o outro está ali pra aprender, conhecer, entender e a seguir com você.  Porque tudo é aprendizado. Amor é isso. Se dispôs a caminhar sozinha, não tinha mais medo da solidão, sua melhor companhia era Ela mesmo. Entendeu depois de tanta confusão que para o amor acontecer é preciso que bata no peito das duas pessoas, e não só de um. Não só nas entranhas dela ou nele. É preciso pulsar nos dois.  

*Esse texto em específico dedico a Luana Medeiros. 

Lineker Campos. 

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